Guilherme M. Martinelli

O Corvo nas HQs
Hoje em dia, adaptar HQ para o cinema é igual fazer miojo, fica pronto rapidinho, tem de monte e de tudo quanto é sabor. Mas, nos idos de 94 não era assim. Era complicado, era difícil, se gastava uma grana preta (ainda se gasta, mas, hoje, também se ganha mais) e muitos dos filmes não faziam jus a obra que os precedia.
O Corvo (no original The Crow) foi diferente. Levou uma boa história para o cinema impecavelmente. Fez enquadramentos incríveis e se apropriou muito bem dos efeitos especiais (possíveis na época, claro). O Corvo tinha Brandon Lee, filho do maior artista marcial do mundo moderno (o Bruce, Lee). O Corvo teve ainda a morte de Brandon Lee, acidental ou não, durante as filmagens, que aumentou ainda mais as expectativas sobre a produção e deu a ele uma aura de mistério.
O Corvo mudou o conceito que a sociedade tinha dos góticos: de inofensivos, deprimidos e chorões, passaram a sem noção, revoltados e perigosos. Tenha sido isso bom ou ruim. Enfim, O Corvo foi um grande filme e comemora seus 15 anos nessa semana de Halloween.
A história até que é simples, embora baseada em fatos semi-biográficos do autor da HQ, James O"Barr, que perdeu a esposa em um acidente de carro (ela foi atropelada por um motorista bêbado): Eric Draven é um músico que é assassinado junto com sua namorada e retorna do além para vingar-se. Carregado de simbolismo, o longa, como os quadrinhos, tem um ar pesado, mas, não deixa de ser um filme de ação. Com gritos, chuva e maquiagem pesada.

