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MOVIE 2. Crítica: O Solista

A MOVIE 2 está a caminho da banca de jornal mais próxima da sua casa recheada de matérias bacanas. Para comemorar esse nosso segundo número, vamos publicar aqui previews das matérias que achamos mais quentes. É o caso dessa crítica do filme O Solista, que estreia hoje - 6 de novembro. O texto é do Gabriel Santos, que tem 13 anos e já é um apaixonado por cinema. Have Fun

 

Um colunista famoso do gigante LOS ANGELES TIMES, Steve Lopez, conhece o músico de rua,Nathaniel Ayers. Até aquele ponto,nenhum traço de amizade entre os dois. Mas a genialidade sem tamanho de Nathaniel aproxima os dois cada vez mais.

Essa é a história de O SOLISTA filme baseado em uma história real (o livro homônimo, do próprio jornalista Steve Lopez) com roteiro assinado por uma profissionalde talento, Susannah Grant (de ERIN BRONCOVICK) e o próprio Lopez, e que chega hoje às telas brasileiras hoje.

 

 


Logo na cena inicial, Steve sofre um pequeno acidente que o leva para o hospital. Sua experiência lhe rende um texto para o Points West, coluna diária que aparece na capa do L.A. Times.


Em um de seus passeios matinais, Steve conhece Nathaniel, músico esquizofrênico que vivia nas ruas por opção própria e medo de isolamento.

O colunista se interessa pelo  solista e vê nele uma boa história que poderá ajudar o tabloide no qual trabalha a evitar a falência. A estratégia dá certo: a história do homem comove a todos os leitores do jornal.

 

 

Ao longo do tempo, Steve aprende um pouco mais sobre Nathaniel e quanto mais o tempo passa, mais a amizade entre os dois cresce.  O solista passa a ser não mais uma história, e sim seu melhor amigo.


O longa traz diversos temas em diversos tempos.  A dedicação, o amor de Nathaniel pela música desde a infância e sua genialidade contrastam com a loucura, a esquizofrenia que o torna uma pessoa de comportamento facilmente alterado. Nathaniel vai da calma à fúria em pouco tempo, transtorno que o impede de realizar seus sonhos.


A atuação forte e impactante de Jamie Foxx, no papel de Nathaniel é surpreendente e a melhor de sua carreira. É a segunda vez que Foxx interpreta um músico brilhante (a primeira foi em Ray,que lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 2005).

 

 


O modo de representar de Jamie é ainda mais interessante quando ele contracena com Robert Downey Jr. Os dois atores tem uma química ótima em cena, o que rendeu ainda mais para a essência dos personagens.


O filme se prende muito a detalhes pequenos, mas fundamentais para a formação do caráter de cada um dos personagens e de seus mundos particulares.

Também genial a direção de Joe Wright de ORGULHO E PRECONCEITO e DESEJO E REPARAÇÃO. Surpreendente sua técnica de simbolizar tons musicais como cores, nos fazendo sentir a música como Nathaniel sente.

Destaca-se também a fotografia, assinada por Seamus McGarvey, que usa belas cenas como a de Los Angeles vista de cima enquanto Nathaniel espalha sua música.

O filme tem grandes chances de ser indicado a (e talvez vencer) algum Oscar,principalmente melhor ator (Jamie Foxx), direção (Joe Wright), direção de som, trilha sonora e fotografia.


O SOLISTA merece nota 10

 



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